Sou uma sertaneja sem esperança, que vivo neste sol de matar e trabalho duplamente por mim e por meu coração. Ambos caminhamos pelo sertão, enfrentamos tempos de seca tremenda, onde não há esperança e tudo se torna cinza. Os dias são longos a miséria me encontra mais cedo, já que estou pronta para falecer em seus músculos, sim aqueles amados que apenas observo e intensamente desejo mas nunca consigo transcrever palavras de meu coração para a minha fala. Sei que em dias difíceis, devo abrir meus olhos e permanecer erguida. Há dias que no sertão, bate uma brisa, mas nada além de tentadora, nesses dais as coisas são diferentes apenas eu e meu livro. Meu amigo que caminha e me transporta insanamente para outros mundos e assim alienada continuo caminhando até meus pés sangrarem. Consigo sentir seus olhos em mim, me fuzilando como se fosse um santo Cristo e que está apenas pronto esperando por espinhos para me apunhalar. Mas sei que apesar de dias ruins neste sertão, irei encontrar uma árvore. E quando encontrar, espero apenas de forma humana que tenha esperança. Queres me matar, siga em frente, mas antes de tirar a vida de alguém lebre-se que este está morto a tempos e a morte é apenas a esperança alienada de uma passagem boa

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