quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012


Sou uma sertaneja sem esperança, que vivo neste sol de matar e trabalho duplamente por mim e por meu coração. Ambos caminhamos pelo sertão, enfrentamos tempos de seca tremenda, onde não há esperança e tudo se torna cinza. Os dias são longos a miséria me encontra mais cedo, já que estou pronta para falecer em seus músculos, sim aqueles amados que apenas observo e intensamente desejo mas nunca consigo transcrever palavras de meu coração para a minha fala. Sei que em dias difíceis, devo abrir meus olhos e permanecer erguida. Há dias que no sertão, bate uma brisa, mas nada além de tentadora, nesses dais as coisas são diferentes apenas eu e meu livro. Meu amigo que caminha e me transporta insanamente para outros mundos e assim alienada continuo caminhando até meus pés sangrarem. Consigo sentir seus olhos em mim, me fuzilando como se fosse um santo Cristo e que está apenas pronto esperando por espinhos para me apunhalar. Mas sei que apesar de dias ruins neste sertão, irei encontrar uma árvore. E quando encontrar,  espero apenas de forma humana que tenha esperança. Queres me matar, siga em frente, mas antes de tirar a vida de alguém lebre-se que este está morto a tempos e a morte é apenas a esperança alienada de uma passagem boa  

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012


Estava deitada quando ouvi uma pequena voz em meus ouvidos gritando "Mentirosa". Abri ligeiramente meus olhos e nada vi, fechei-os novamente e a mesma voz gritava em meus ouvidos e fazia com que as palavras entrassem em minha mente percorressem meu cérebro e por fim desembocassem meu coração. Podia sentir o som vacilante de meu espirito se manifestando, abri novamente meus olhos, mas desta vez e levantei de minha cara e rodopiei em volta de minha cama. Imaginei que iria cair mas minhas mãos foram mais ágeis e se apoiaram na cama, tomei um grande suspiro e pude sentir a brisa da glória. Me pus ereta, e andei no quarto de mãos abaixadas, caminhei até a porta. Podia ver manchas de sangue mas ignorei, estava perfeitamente bem. Quando notei estava nas alturas, sentia minha mão tocando o teto braco e então passei minha mão em meu corpo, contornando toda as linhas que e definiam. Voltei ao chão zonza e deitei-me, mas logo recolhi-me. Fechei-me em meu casulo com minhas pernas e pensamentos, fechei os olhos. Agora o som gritava "Ladra", incomodada abri novamente os olhos, senti várias mãos pegando meu corpo e empurrando-o para a porta e então pude perceber que estava fora de mim, fora de si. Meu corpo jazia na porta e fura vitima de um ataque, o sangue em minha porta era minha alma e meus olhos agora jaziam abertos enquanto me examinavam em minha cama. E diziam constantemente: "Mentirosa, por isto morreu" "Ladra, olhe para seu pescoço deveria ser decapitada" "Moveram seu corpo para a cama, assim poderia sonhar em paz". Por fim dei-me boa noite e dancei a valsa assombrada da noite.

Estava deitada havia um certo tempo ouvia apenas o ruido dos sinos se debatendo um contra os outros e então abriu os olhos cor de mar. Seu cabelo estava muito desarrumado, mas nem por isto ligou. Era o início de um novo século, de uma nova era e ela havia prometido para si mesmo que hoje e amanhã seria diferente. Então com um prazer vindo da luz que atravessava seu corpo e penetrava em sua alma, a garota se levantou.Passando a mão pelos móveis de carvalho sentia o cheiro matinal das flores e descobriu que lá que deveria estar. Correu então com seu vestido pesado para fora, a luz do céu já se camuflava com seus olhos de ressaca e seus pensamentos agora domavam com tanto medo que ela não sabia do que era capaz. E como era incapaz, correu para bem longe em direção ao sol, e continuou correndo até que encontrasse e que a razão penetrasse em sua alma e a mesmo pudesse ser lavada. Via os pássaros voando conforme ela levava seu medo para longe. Foi quando bem de longe avistou um lago negro. Sentia a escuridão vindo dele e fechou os olhos e quando os abriu novamente, sabia o que deveria saber. Tirou o pesado vestido verde escuro e rosa e o deixou no chão. Caminhando rumo ao brinde da morte ela molhava agora a ponta dos dedos, voltou a fechar novamente os olhos e mexeu a cabeça em sinal de aprovação. A água já batia por mais que sua cintura e logo estava em sua nuca. Não fraquejou, continuou o medo a inundava e agora já não conseguia alcançar a luz vivida, apenas a escuridão do lago. Abriu os lhos de maré brava na água negra, ardia e ela continuou. Então traiçoeiramente, ela caiu em um buraco perdendo de vez o pé. O desespero a dominava e estava confusa, via que não poderia escapar desta vez, já podia sentir a água invadindo seus pulmões e que o dia agora perdera totalmente o brilho, estava cada vez mais perto da escuridão, estava desistindo. Com um dos poucos fôlegos restantes ela saiu da bagunça e deu alguns passos a mais. Conseguia sentir agora seus pés na areia macia como seda. Subindo sua face ao sol, sentiu a esperança, continuou, agora o lago ficava cada vez mais raso. E então descobriu que a verdadeira inspiração não deveria ser aplicada a algum ser e sim a nós mesmos. Saiu então do lago caminhou novamente em rumo ao sol, só que desta vez apenas via um campo de trigo. Mesmo estando despida sabia que estava perto de casa  







segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012


Um brinde a nós, que esnobamos tudo e todos aqueles que se importam conosco que afastamos as únicas pessoas que um dia cuidaram de nós. Um brinde a ignorância, estamos tão focados em nós mesmos que não paramos para olhar para os outros, como perguntar a alguém se ela está realmente bem, um olhar pode contar a verdade que vários sorrisos escondem. Eu sei, pois sofro constantemente por várias coisas, queria poder tomar algo que aliviasse toda esta dor que surge em meu peito e me leva a lugares drásticos. Pude ver a luz em seus olhos, mesmo assim não disse nada. Vi seus olhos perderem o brilho e levando o tom vivo para a escuridão. Seu corpo se empalideceu, em mim,você partiu em mim e viveu sem mim. Lutei contra todos em meio de minhas palavras distorcidas e nervosas que esparramavam coisas sem sentido, todos os tempos, embora fossem curtos ,passaram pela minha mente e então pude notar que havia partido para bem longe. E aqui perante os vivos cheguei a conclusão de como somos um monte de nada, que lutamos por tudo sem saber   sobre algo. Congelei então meu coração, meio sem noção pelas palavras bonitas que um dia dissera, me levantei dali e fui aprender. Coloquei minha dor de lado para ajudar de outros. Alias cicatrizes sem orgulhos, denominam e me rotulam como fraca, bloqueando minha mente em vão me datando como morta.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012






- Amaldiçoada por mil anos a andar por estas terras onde só há destruição e ingratidão. A onde os pais são obrigados a mentir na face de seus filhos ao dizer que tudo irá ficar bem, quando todos nós sabes que não irá. Nada ficará bem, para mim ou para você, a vida é dura e a cada dia nos fere e a morte chega com seu cálice de culpa e nos toma a vida bem quando queremos dizer algo bom. Uma manhã espero estar a salva, e esse dia um dia chegará, nem que ande por mil mundos e atravesse mil lagos rios e mares. Acharei você, com seus olhos negros como a escuridão que atormenta meu cérebro. Seu sorriso de sol, iluminado pela inocência da vida. Tenho medo de que possa fazer com meu coração, tenho medo de dizer a ti para não me deixar sozinha e assim você descumpre suas promessas de um jogador. Sou uma Julieta da escuridão dominada pelos prazeres obscuros do sangue e você já não é meu Romeu para me tirar de lá. Somos ambos dois mortais presos na música de Apolo e nos embebedamos de ilusões oferecidas por Dionisio. Se no meio de tudo me perder espero ouvir sua voz ecoar minha mente. Minha criança, apenas feche os olhos pois a escuridão está chegando. Pegue seu cobertor e vai a procura de amor - Disse a menina enquanto o pequeno a olhava perante a cabeceira da cama - Um dia entenderá, o que a vida lhe trará. Um dia achará seus olhos da vida. E quando achar não se desespere os abrace com prazer - Então fechando os olhos de sangue ela descansou em paz e enquanto caminhava pela luz, o viu com seus olhos cor de escuridão e seus bracos grandes capazes de apertá-la amorosamente por uma eternidade

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012


Amizade assim nao esta em cada esquina presente em casa momento. Amizade assim nao existe. Amizade uma palavra tão curiosa, duas pessoas completamente diferentes mas tão completamentes completas. Alguns dizem que são irmãs trocadas em maternidade. Enquanto uma está impaciente outra ri desta mesma e quando uma está triste ombro por falta de um existe dois. Não muito tempo atras, estava aqui neste mesmo computador escrevendo sobre a mesma pessoa que abordo hoje novamente. Entao vamos começar,claro. Juliele, o que dizer sobre você, não sabia muito naquele tempo e continuo sem saber, mas posso lhe descrever com estas palavras: Tens um coração grande e bondoso, nunca se esqueça disto. Sei que muito pouco sei sobre você e outra coisa lhe digo. Mendiga! Tão mendiga a ponto de virar uma pomba que vive comendo coisas da rua. Tantas loucuras e quem é Alguém para falar do Blake? Aquele branquelo que hoje em dia já virou um brasileiro estragado e antes iluminava seus olhos e conseguia arrancar uma  faísca de ciúmes quando conversava com outras pessoas. Ciúmes? Este tem nome e endereço, Vinicius - Paraná. Ele não responde subnicks, apenas você. Pequeninas coisas sempre detalhadas em mentes. Marcou minha infeliz estrada, em dias turbulentos me ajudou e ajudou a todos. Nunca se esqueça que Lucas é uma única pessoa que pode ser divida entre duas amigas.Amiga diferente.Amizade verdadeira sem ressentimentos, apenas conhecimentos. Juliele, mundialmente conhecida por mim como Julis que a vida lhe traga muitos prazeres e felicidades e que sempre, apesar de sem se ver, eu seja sua amiga, para loucura, conselhos e infelicidade. Pois não há nada do que estar em casa.

sábado, 11 de fevereiro de 2012


Procuro a felicidade como nunca jamais procurei,momentos felizes que me rejuvenescem a cada olhar. Escolher sem ter medo das consequências. Neste inicio de ano, uma nova motivação. Uma vez de recomeçar, de ter uma esperança mesmo estando morto. Esse ano espero fogo. Fogo? Sim pois ele aquece os corações dos amantes interrompidos pela vida e solitários iludidos pelo mundo cruel e frio. A vida  ira transformar as pessoas, algumas se ferem. Nunca mais são as mesmas, se tornam frias outras se dão bem , conseguem achar a felicidade. Felicidade, palavra estranha, sentimento bom mas com um beneficio da duvida tremendo. Quero correr para bem longe me perder em meus pensamentos, conhecer desertos e passar cede , conhecer novas culturas pois nada no mundo é horrendo e sim diferente. Temos medo do diferente, medo do saber. Dançando sob o efeito moralista da cantiga,que fadiga, cansativa. Quero morrer, no tempo certo com a pessoa errada. Virar alguém neste mundo de tao sem-ninguens, mudar o planeta enquanto tudo esta parado e viver, acima de tudo, sobressaindo as expectativas

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012



Apenas mais um dia para viver, mais uma lágrima para conter e apenas fingir. A onde está você hein? Não consegue enxergar o tanto que preciso de você? E se enxerga porque não fala? Você me deixou tão mal, era tão vivida e alegre. E como a morte você chegou, tomou tudo de mim tudo o que fiz foi amar. Amei errado, pois amar é ser amado e isso com certeza não obtive. Você cheio de si e todo o ego, queria poder estar um pouco em seu coração, queria ser aquela em quer você olha e vê a felicidade, estou tão distante tudo o que acho é saudade, cicatrizes já não bastam marcar pelo corpo, barriga, pulsos escolhas erradas e sentimentos tão cruéis. Porque senhor? Para que um sofrimento em uma pessoa certamente quero um abrigo. Semana passada foram 4 arranhões, hoje 9 golpes e amanhã será o que? Por favor, acabe com isso.Quero ficar melhor mas como lhe deixar para o passado, apenas não da. Você me tem e o pior é que machuca, arde e não me cura. Preciso achar meu caminho com ou sem você antes que a morte me sirva um brinde


Uma melodia paranoica, e então as pessoas como de tradição vão para o grande salão da vida, a mudança, andam de mãos dadas caminham sem motivo e sem fé, medo e dúvida. Uma grande incerteza, o menino ao seu lado, embora não saiba,poderia amá-la e ela sem negar,o excluíra. A mão do rapaz por baixo e a mão da garota por cima unido por um único toque ficando lado a lado e pensamento longe dos dois. A primeira batida é dada, cada um dá um passo a direita, separados pela vida, o amor platônico da garota agora se encontra ao seu lado, nunca estivera tão perto e ele nunca a ignorá-la tanto.Com suspiro o garoto mal amado olhava a amada amando o seu falso amado. Então outra batida todos se direcionaram para frente, e logo em seguida para a esquerda ficando enfim longe de seus parceiros,parcialmente houve uma troca, a menina finalmente estava dançando com seu amado,mas ele só mantinha os olhos atentos a garota loira que se encontrava a sua direita. O amado a rodou e novamente mudando de par, caiu nos braços de seu melhor amigo. Embora a vida lhe iludira seu amigo sempre estava ali para guiá-la para a pessoa certa como se fosse o sol de um grande e longo dia chuvoso. E então outra batida surgia, mais densa e mais tensa também como se fosse um grande toque da vida. O menino que realmente se importava com ela agora estava em seus braços, ele a apertou, pensou em dizer que a amava mas tarde demais. Outra troca, separados pelo destinos de baladas, ás lágrimas escorriam pelo rosto dela porque começava a enxergar a realidade. Manteve-se firme engoliu as lágrimas e comeu os soluços, agora o menino que tanto gostava finalmente estava com a loira e ela estava em um desconhecido. Como um raio de luz ela pensou em seu acompanhante e em como tanto tempo nunca fora capaz de notar que ele a amava. Tentou quebrar o ciclo vicioso da dança,correu, mas uma multidão a encurralou, escorraçando-a no chão, ferindo seu coração as palavras que os outros diziam lhe faziam chorar. Quando finalmente gritaram a ela que não tinha importância ela no mundo. Empurrou todos se enfureceu, tentou achar seu acompanhante mas as sombras ficavam a puxando para o chão, fazendo a se despir quase por inteira.Gritava desesperada - Deixe- me ! Seu vestido rasgado e deformado agora lhe era a esperança. Ouvia o coro e Aleluia, ali atrás depois de toda tormenta ele se encontrava como se não fosse mais a vida que lhe prendia e sim a felicidade dele. Sem palavras distorcidas seus olhares se encontraram ele a olhou pela última vez e ela assentiu com a cabeça. Sabia o que queria . A multidão de pessoas a olhava, quebrara definitivamente o circulo e então como a sabedoria em forma livre abriu as portas e apenas viu um branco. Estava em paz.