sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012






- Amaldiçoada por mil anos a andar por estas terras onde só há destruição e ingratidão. A onde os pais são obrigados a mentir na face de seus filhos ao dizer que tudo irá ficar bem, quando todos nós sabes que não irá. Nada ficará bem, para mim ou para você, a vida é dura e a cada dia nos fere e a morte chega com seu cálice de culpa e nos toma a vida bem quando queremos dizer algo bom. Uma manhã espero estar a salva, e esse dia um dia chegará, nem que ande por mil mundos e atravesse mil lagos rios e mares. Acharei você, com seus olhos negros como a escuridão que atormenta meu cérebro. Seu sorriso de sol, iluminado pela inocência da vida. Tenho medo de que possa fazer com meu coração, tenho medo de dizer a ti para não me deixar sozinha e assim você descumpre suas promessas de um jogador. Sou uma Julieta da escuridão dominada pelos prazeres obscuros do sangue e você já não é meu Romeu para me tirar de lá. Somos ambos dois mortais presos na música de Apolo e nos embebedamos de ilusões oferecidas por Dionisio. Se no meio de tudo me perder espero ouvir sua voz ecoar minha mente. Minha criança, apenas feche os olhos pois a escuridão está chegando. Pegue seu cobertor e vai a procura de amor - Disse a menina enquanto o pequeno a olhava perante a cabeceira da cama - Um dia entenderá, o que a vida lhe trará. Um dia achará seus olhos da vida. E quando achar não se desespere os abrace com prazer - Então fechando os olhos de sangue ela descansou em paz e enquanto caminhava pela luz, o viu com seus olhos cor de escuridão e seus bracos grandes capazes de apertá-la amorosamente por uma eternidade

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