quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

É tanta gente querendo ser gente que no final quem nos perde somos nós.

2012 está quase no fim, e eu posso afirmar que este ano, embora tenha julgado que seria horrível, foi ótimo. Eu andava perdida pelos corredores da escola com sorrisos bobos e tentando provar quem eu realmente não era e ao mesmo tentava me achar. Já vive tão pouco mas ao mesmo tempo me arrependo plenamente do que não vivi por medo, e quando errei afirmo que foi para o melhor. Eu perdi duas pessoas para o mundo, o que magoou profundamente, mas ao mesmo tempo abriu portas para mais pessoas entrarem em meu mundo, amizades que nunca imaginei que conseguiria em minha vida. Eu amei, e como amei, amei marcos, amei rafael, amei pedro, amei até leonardo e além de tudo aprendi a me amar. Também não posso negar que chorei, chorei pela minha mãe, chorei pelo meu pai, chorei pela minha avó que há muito tempo batalha nesta vida dura, chorei por muitos e chorei exclusivamente para mim. E no meio deste percurso, eu finalmente posso afirmar que me achei, bem ali, escondida por entre as sombrias nuvens da adolescência.
Você pode tentar achar felicidade em qualquer lugar de sua vida e tentar colorir seus momentos apoiando-se e esperando sempre outra pessoa, mas a única pessoa qualificada para viver é você e apenas você.
O corpo morre, mas a alma é imortal, ela transmite a sabedoria. Então pegue seu melhor pincel, e mesmo que a pintura esteja borrada ou torta, todas as linhas tem um propósito e se encontram no final, e quando isto acontece fechamos os olhos e dizemos adeus ao mundo.

sábado, 11 de agosto de 2012


Eu tenho um monstro.
 Não é bem um monstro perverso e sim meu amor, o amo como amei a ti e amei a ele, ele nasceu da ignorância do mundo que vem de um herança devidamente maldoso. 
Ele é gentil e se somente chegar perto dele poderá ver que seu pequeno grande coração pode explodir, e então poderá ver ainda atrás deste pequeno grande coração o tamanho que o meu realmente alcança, já que este monstro sou eu, mas eu não sou este monstro.
 Amo-te como amo ao monstro e lhe ignoro como o mundo cresceu, por isso vestirei minha capa de chuva e ficarei a espera que o meu segundo monstro apareça, e este com certeza eu serei.


É como se todo dia se repetisse e continuasse a viver nesta rotineira confusão de sentimentos que me sobem a cabeça e simplesmente não consigo mandá-los embora. A luz do teu olhar já não é a mesma quando me olhas com aquele sorriso que tanto me apaixonei e eu, já não lhe olho com a mesma utopia de antes. O que aconteceu? O que atrapalhou? Digo que nada, apenas mudamos, ficamos longe um do outro. Mas um dia deverás olhar para trás e lembrarás como foi tudo um sonho, e quando passar pela rua e não lhe olhar saberei que neste instante nunca nos conhecemos, porque eu morta não conheci ninguém e você vivo nunca me enxergou. Deitada sob aquela cama de hospital refleti sobre a vida e enquanto sentia o pequeno fluxo de ar invadindo minhas narinas então por um momento pensei, que seja eterno enquanto dure. 
E como durou, apenas por mim anos e mais anos, já que vivi praticamente mil vidas e cem delas mortas como se fosse uma espécie de sonho.
Aliás és meu sonho e nele agarro-me toda noite.




segunda-feira, 4 de junho de 2012


Eu queria você de todas as maneiras possíveis que se pode querer alguém, amei por você, amei por nós, amei por mim, mas você nunca se importou tanto com este amor. Sempre neste jogo bipolar de amo-ti e deixo-ti, quero segurar-lhe em meus braços e não lhe soltar nunca mais.
Quero acordar e ter você aqui comigo, todos os dias, com estes olhos de ressaca me observando enquanto espalhamos o amor por todo o planeta e completamos o circulo. Porque já não sei se me queres como amiga ou amante, não dizes nada, então entreguei o caso bipolar para Deus, mas não adiantou muito porque por mais que tentasse lhe esquecer ainda lembrava de nós ao som daquela música. E então, como ficamos? Já não sei o quanto mais aguentarei, sinto que está acabado e estou indo para baixo, mas não desistindo, apenas sucumbindo a este amor tão bravo como os oceanos que nos seguram em seu berço maternal. Nossa devoção já é remota, preciso que você me ajude a decifrar este anagrama que está em nossos olhos. Você assim, com este jeito meio torto que me faz lhe amor, sim! Você meio assim, com estes olhos azuis, Você comigo, paraíso, porque já é hora destes olhos de oceanos cujo dono é um leão vir para cá e me beijar.

sábado, 26 de maio de 2012


                              

Criança tola, valsando ao som da triste melodia de um amor perdido, rezando por esperança e se alimentando de ilusão, a onde está você meu bem? Relando em um abismo  de teclas brancas e negras de um piano, oscilando em pensamentos ligeiros e criando fantasias belas para proferir as palavras de olhares penetrantes. Sangrando pelo chão, criança do escuro, alma vazia de casamentos reais e alienados. Som da triste melodia daquela caixa ali atrás do coração que impulsiona a disseminação na pandemia de meu coração. Ó alma negra como o céu preto do inferno que abrange e toma minha alma bondosa, corta-me em pedaços mata-me lentamente. Vá embora antes que eu volte, e retornarei clamando o imenso vazio bondoso de um amor perdido.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

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Havia só três coisas que ela precisava, um bom vinho, algumas estrofes e ele. Mas a onde ele se encontrava,?Certamente não em seu despedaçado coração. Estava deitada no sofá, algumas lágrimas travessas já haviam escapado de seus olhos noturnos de ressaca. Encarava o teto, e em uma questão filosófica avaliava os padrões de sua vida e de repente pensou em tudo que já fez em sua vida. Tentava parar o fluxo de adrenalina que corria em suas veias, mas o mundo ficou branco. 
Como uma paz, após uma longa tormenta era o sentido de seus esperançosos braços em relação ao indecente artista que cogitara seu futuro. Lá ela o via, e neste parafraseado de olhares desvairados pela vergonha encontravam buracos cavados sem vida. Sangue, que corria e coloria o tapete espérico de sua ambígua sala. Imagens desvairadas e enterradas, tudo se encaixou como se fosse vida e mundo. Abriu os olhos cor de terra, se levantou, e foi então rumo ao sol enfeitiçado de promessas. detalhista