sábado, 26 de maio de 2012


                              

Criança tola, valsando ao som da triste melodia de um amor perdido, rezando por esperança e se alimentando de ilusão, a onde está você meu bem? Relando em um abismo  de teclas brancas e negras de um piano, oscilando em pensamentos ligeiros e criando fantasias belas para proferir as palavras de olhares penetrantes. Sangrando pelo chão, criança do escuro, alma vazia de casamentos reais e alienados. Som da triste melodia daquela caixa ali atrás do coração que impulsiona a disseminação na pandemia de meu coração. Ó alma negra como o céu preto do inferno que abrange e toma minha alma bondosa, corta-me em pedaços mata-me lentamente. Vá embora antes que eu volte, e retornarei clamando o imenso vazio bondoso de um amor perdido.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

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Havia só três coisas que ela precisava, um bom vinho, algumas estrofes e ele. Mas a onde ele se encontrava,?Certamente não em seu despedaçado coração. Estava deitada no sofá, algumas lágrimas travessas já haviam escapado de seus olhos noturnos de ressaca. Encarava o teto, e em uma questão filosófica avaliava os padrões de sua vida e de repente pensou em tudo que já fez em sua vida. Tentava parar o fluxo de adrenalina que corria em suas veias, mas o mundo ficou branco. 
Como uma paz, após uma longa tormenta era o sentido de seus esperançosos braços em relação ao indecente artista que cogitara seu futuro. Lá ela o via, e neste parafraseado de olhares desvairados pela vergonha encontravam buracos cavados sem vida. Sangue, que corria e coloria o tapete espérico de sua ambígua sala. Imagens desvairadas e enterradas, tudo se encaixou como se fosse vida e mundo. Abriu os olhos cor de terra, se levantou, e foi então rumo ao sol enfeitiçado de promessas. detalhista 

sábado, 19 de maio de 2012

Tocando em teclas brancas e negras em um piano as margens do fogo que corrompe e constrói minha dor e percorre minhas veias. Querido desconhecido, como você me conhece por tanto tempo, tantas conversas. Você se aproveita da minha ilusão, eu lhe encontrei perdido, mas você sabe demais. Você me conhece, sempre fazendo tudo errado esperando pela aleluia, luz celestial em meio de vasto parque de escuridão.O que acontece agora que estamos longe do mundo e das esperanças.Aguardando a vida chegar enquanto observo seus rotineiros movimentos de paixão, deus olhos azuis já não se encomendam com a vida que trás a mim ó quando fonte de esperança alienada. A noite sempre apostando errado e vendo a chuva cair enquanto parto desta para outra. Vendo as prostitutas se vendendo e pensando em como me vendi a ti, daquele jeito meio cru e aonde você me levou.Depressão momentânea e fatal, onde canto palavras de morte, sangue descendo meus braços e pingando lentamente pelo chão, esparramando raiva e angustia, marcas não importam já que estive pensando no oceano da paz, lugar onde vamos após a claridade excessiva de um anjo enviado para nos salvar. Será hoje, sinto em minha pele a aleluia sagrada vindo me buscar.

sexta-feira, 18 de maio de 2012


Estávamos ambos deitados, em uma mesma cama, mas separados por um ideal, onde tocar sua pele era como uma desejo insaciável. Olhar teus profundos olhos cor de céu e me levar a realeza da paz,onde não consigo falar ou respirar direito. Essa dor que me consome sempre que olho para seus impenetráveis olhos azuis. Aquele oceano de dúvidas me persegue não importa por onde ando e por onde minha insana mente percorre. Talvez porque você apesar de estar tão perto, esteja tão longe. Uma distância devota ao medo, quero lhe ver,e quando meu desejo se realizar correi para seus eternos braços, sentirei o cheiro do seu perfume em mim e pela primeira vez me sentirei feliz como já fui feliz em um sonho. Sei o preço que pagarei, palavras transmitidas, não fingidas palavras de chumbo. Mas lhe peço, querido amado que nunca me abandone, pois a dor será infinita já que não desistirei e sim sucumbirei a sua presença angelical que me deixa nervosa e me rouba as palavras. Palavras de devoção que levam há dúvidas de anos.Não me deixe ir, não agora, preciso mudar de cidade, rebobinar as fitar e refazer as palavras. Preciso de você agora mais que nunca, preciso destes olhos de oceano aqui comigo, agora.