Tocando em teclas brancas e negras em um piano as margens do fogo que corrompe e constrói minha dor e percorre minhas veias. Querido desconhecido, como você me conhece por tanto tempo, tantas conversas. Você se aproveita da minha ilusão, eu lhe encontrei perdido, mas você sabe demais. Você me conhece, sempre fazendo tudo errado esperando pela aleluia, luz celestial em meio de vasto parque de escuridão.O que acontece agora que estamos longe do mundo e das esperanças.Aguardando a vida chegar enquanto observo seus rotineiros movimentos de paixão, deus olhos azuis já não se encomendam com a vida que trás a mim ó quando fonte de esperança alienada. A noite sempre apostando errado e vendo a chuva cair enquanto parto desta para outra. Vendo as prostitutas se vendendo e pensando em como me vendi a ti, daquele jeito meio cru e aonde você me levou.Depressão momentânea e fatal, onde canto palavras de morte, sangue descendo meus braços e pingando lentamente pelo chão, esparramando raiva e angustia, marcas não importam já que estive pensando no oceano da paz, lugar onde vamos após a claridade excessiva de um anjo enviado para nos salvar. Será hoje, sinto em minha pele a aleluia sagrada vindo me buscar.

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