segunda-feira, 9 de janeiro de 2012


Na calada da noite, na hora em que os amantes e os enamorados se viam, ela estava em baixo da cama encolhida esperando ser salva. Os demônios em seu corpo gritavam por sangue e algumas vezes ela murmurava. Ela dizia que alguns ela se sentia como um nada e em alguns ela queria desistir, mas ele nunca deixava, ela queria ser livre, ser um pássaro, voar para longe a onde seu corpo nunca seria encontrado e a onde seu amor seria depositado na colina, a colina da espera. O espelho estava quebrado, as rosas murchas já não tinham o mesmo perfume de antes e pior ele havia partido. Até que ela se cansou, saiu de debaixo da cama. Quando seu corpo ficou ereto ela via os pedaços, os cacos do espelho, seu coração. Apenas olhou vagamente pelo lugar e continuou, procurava a tal arma, andava, e conforme andava os cacos cortavam seus pés. Ate que finalmente mutilada, ela achou a arma e então tudo ficou branco. Mas não era a morte era algum lugar, e o verde surgiu e então a fazenda e um belo campo de trigo, tinha um vestido longo e por entre o trigo ela o achou com uma camisa branca, mas na altura de seu peito havia sangue. Abraçaram-se como se nunca tivessem se visto foi quando a lagrima escorreu de seu olho ela descobriu do que se tratava, ele apenas afirmou e, desapareceu apenas suas roupas restaram. E então veio a deriva, e ela gritava – A onde você esta? Para onde foi? Eu sinto tanto sua falta. Preto, então soube que estava a meses ali naquele quarto de hotel. As noites em baixo da cama eram apenas os sentimentos enquanto estava em coma e ele com sangue, seria na vida real abraçado na sala de cirurgia depois que o medico declarou o orbito, sua morte. Seu espirito continuou ali, mas sua alma não pertencia ali e por seu lado passava pássaros dos mais lindos tipos. Então soube que era hora de partir para a paz. A paz branca revestida de prazer e dias boêmios 



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