Na calada
da noite, na hora em que os amantes e os enamorados se viam, ela estava em
baixo da cama encolhida esperando ser salva. Os demônios em seu corpo gritavam
por sangue e algumas vezes ela murmurava. Ela dizia que alguns ela se sentia
como um nada e em alguns ela queria desistir, mas ele nunca deixava, ela queria
ser livre, ser um pássaro, voar para longe a onde seu corpo nunca seria
encontrado e a onde seu amor seria depositado na colina, a colina da espera. O
espelho estava quebrado, as rosas murchas já não tinham o mesmo perfume de
antes e pior ele havia partido. Até que ela se cansou, saiu de debaixo da cama.
Quando seu corpo ficou ereto ela via os pedaços, os cacos do espelho, seu
coração. Apenas olhou vagamente pelo lugar e continuou, procurava a tal arma,
andava, e conforme andava os cacos cortavam seus pés. Ate que finalmente
mutilada, ela achou a arma e então tudo ficou branco. Mas não era a morte era
algum lugar, e o verde surgiu e então a fazenda e um belo campo de trigo, tinha
um vestido longo e por entre o trigo ela o achou com uma camisa branca, mas na
altura de seu peito havia sangue. Abraçaram-se como se nunca tivessem se visto
foi quando a lagrima escorreu de seu olho ela descobriu do que se tratava, ele
apenas afirmou e, desapareceu apenas suas roupas restaram. E então veio a
deriva, e ela gritava – A onde você esta? Para onde foi? Eu sinto tanto sua
falta. Preto, então soube que estava a meses ali naquele quarto de hotel. As
noites em baixo da cama eram apenas os sentimentos enquanto estava em coma e
ele com sangue, seria na vida real abraçado na sala de cirurgia depois que o
medico declarou o orbito, sua morte. Seu espirito continuou ali, mas sua alma
não pertencia ali e por seu lado passava pássaros dos mais lindos tipos. Então
soube que era hora de partir para a paz. A paz branca revestida de prazer e
dias boêmios

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